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19/01/2010

A hora da onça beber água


 

Coluna Israel Araújo - Diário do Nordeste - Veiculada em 10-01-2010
 
A hora da onça beber água
 
No mundo dos negócios quem sempre sai ganhando é quem se antecipa. Um empresário que lança um produto antes de todo mundo, consegue, com essa antecipação, um verdadeiro monopólio, que dura até que seja imitado ou superado. Nos mercados específicos é a mesma coisa: os melhores negócios imobiliários se oferecem nos momentos de inversão de tendência; nas bolsas de valores, o melhor ponto de compra é o auge da crise.
 
Em função disso, o planejamento estratégico tomou dimensão decisiva nas empresas: é preciso ler os cenários futuros e identificar as mudanças de tendência. As pessoas que tiveram a idéia de fatiar o tempo acabaram criando para todos nós, a cada virada de calendário, uma ocasião de refletir, de avaliar e de recomeçar. Pois bem, este é um momento em que podemos fazer uma comparação de ordem prática e aprender com essa comparação.
 
Compare o clima da economia deste início de 2010 com o clima do início de 2009. Isso é o que se pode chamar de uma evidente reversão de tendência. 2009 começava com todos se sentindo (na palavra dos economistas) à beira da maior crise de todos os tempos. 2010 começa com o Brasil apontando para forte crescimento, até com uma certa euforia. Em 2009 empresários estavam freando e demitindo, ou pensando em demitir. Em 2010 empresários estão cogitando investir e contratar. Os índices econômicos de 2009 tendiam todos a cair (porque seriam comparados com 2008, um ano ótimo). Em 2010, os índices tendem todos a ser muito melhores (porque serão comparados com 2009). As manchetes econômicas podem vir fortes.
 
Como vimos na coluna da semana passada, empresários e gestores têm quatro funções básicas dentro da empresa: planejar, organizar, comandar e controlar (como propôs Henri Fayol, em 1915, e assim continua). São essas quatro funções que movem as engrenagens de produção, finanças e vendas. Quando se instala um clima (como o atual) de crescimento e expansão, numa clara inversão de tendências, que encontra a economia com seus fundamentos firmes e sólidos, as empresas só dependem das pessoas, de suas atitudes e de suas ações para lucrar e desenvolver-se.
 
Nessa hora, a boa gestão das relações de pessoal e trabalho pode ser o elemento único a fazer a diferença entre o desempenho excepcional e o resultado medíocre. A gestão de pessoas já conta, em qualquer lugar do Brasil, com os serviços e as ferramentas indispensáveis à alimentação, manutenção e otimização da maravilhosa máquina humana.
 
Para os executivos que estão hoje em empresas que não estão atentas a esses fatores, pode ser a hora da onça beber água.

 

 

 
' Israel Araújoé advogado, contador, consultor de RH e diretor executivo da Israel Araújo Consultoria, a CATHO no Ceará.

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